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O visual dos anos 90 e 2000 e o que aprendemos com ele

Muita coisa mudou no visual feminino nos últimos 20 anos. Mas a virada do milênio foi um período que nos ensinou, para o bem ou para o mal, lições valiosas sobre como cuidar dos cabelos, da pele e das unhas. Vamos relembrar as tendências que tomaram conta dessa época e entender o que elas deixaram de herança até hoje.


1 – Escova progressiva com formol


Os cabelos super lisos eram quase obrigatórios entre o final dos anos 90 e o início dos 2000. Os cortes e colorações da moda eram todos pensados para cabelos lisos, muito inspirados pelo Rachel Cut, o famoso corte de cabelo da Jennifer Aniston na série Friends. As mechas marcadas também ficavam mais visíveis nos lisos (sim, isso era algo positivo), tornando bem trabalhoso manter o cabelo pranchado. Foi nesse contexto que surgiu a famosa escova japonesa, ou escova progressiva, que tinha como base o formol.


Intensa, duradoura e capaz de deixar lambido o cabelo mais volumoso, ela teve adesão imediata, chegando a conquistar até famosas como Fátima Bernardes. Na época, muita gente passou mal nos salões sem ventilação e com o formol sendo aplicado em diversas clientes ao mesmo tempo. O resultado até poderia satisfazer, mas, a longo prazo, os cabelos ficavam ralos, perdiam força e caíam muito. A ANVISA acabou proibindo a substância, mas a demanda fez com que diversos fabricantes pesquisassem opções de escovas menos agressivas e com efeito mais natural. Hoje em dia temos opções bem mais seguras e que não agridem o couro cabeludo.


Além disso, hoje, o liso é apenas uma dentre tantas opções, não mais uma espécie de obrigação. E todos os tipos de cabelos têm produtos pensados para eles. Ainda bem.



2 – Auto-bronzeador


Foi mais ou menos nessa época que ficou claro para boa parte das pessoas que pegar sol sem protetor era uma grande roubada. O tempo dos óleos bronzeadores que queimavam a pele agressivamente, ao invés de proteger, finalmente foi ficando para trás.


Porém, não é da noite para o dia que se abandona a cultura do bronzeado intenso. O que fazer então para ser saudável e continuar parecendo que você torrou no sol? A resposta de uma geração de mulheres e homens foi: auto-bronzeador.


Muitas marcas colocaram seus auto-bronzeadores no mercado e a adesão foi grande. Como o bom senso não vinha junto com o produto, muita gente perdeu a mão e acabou exagerando na dose. O resultado foi uma fase de peles alaranjadas, que, aos poucos, foi sendo abandonada conforme o bom senso retornava (exceto para o ex-presidente Donald Trump, que aderiu ao visual para sempre).


Algumas celebridades que se jogaram no auto-bronzeador nessa época.
Algumas celebridades que se jogaram no auto-bronzeador nessa época.

A consciência sobre a necessidade de usar filtro solar permaneceu, e, hoje, quem faz uso de auto-bronzeadores consegue um resultado bem mais natural. E, apesar de ainda existir o culto ao bronzeado extremo com modismos, como o biquíni de fita isolante, a maior parte das pessoas busca um bronzeado mais natural e saudável, sem radicalismos.


Os dermatologistas agradecem.


3 – Maquiagem “pele nada” que, às vezes, dava certo


Parece mentira, mas há 20, 25 anos atrás, não havia muitas opções de base e corretivo. Primer era uma novidade e nem se ouvia falar em desenhar o rosto ressaltando e disfarçando formas a partir do contorno facial se não fosse no teatro.


Uma das consequências era um monte de gente com o rosto esbranquiçado ou acinzentado nas fotos, muita testa brilhando, alergias aos produtos e um efeito estético duvidoso. A indústria sequer tinha, como padrão, separar os produtos para pessoas com pele seca e oleosa, e encontrar produtos hipoalergênicos, não-comedogênicos, e adequados ao clima de cada país era quase impossível. Os dermocosméticos ainda eram um sonho distante.


Apesar disso, havia um frescor no visual de quem conseguia não exagerar, e a pele tinha aparência bastante natural, enquanto o destaque era dado aos olhos e à boca.


A personagem Jade, de Giovana Antonelli, era sinônimo de pele “nada” e olho “tudo” que as mulheres queriam copiar na virada do milênio.

A personagem Jade, de Giovana Antonelli, era sinônimo de pele “nada” e olho “tudo” que as mulheres queriam copiar na virada do milênio.


A boca contornada com lápis mais escuro que o batom volta e meia ensaia um retorno, mas o mais importante é que evoluímos muito nesse quesito, e, hoje, é rara a base que não contém proteção solar agregada, e os filtros com cor se tornaram a forma mais simples de proteger a pele e uniformizar a textura ao mesmo tempo.


Com tanta tecnologia de reposição de colágeno e cuidados com a pele, não é à toa que muitas estrelas do começo dos anos 2000 têm, hoje, a aparência mais jovem do que naquela época.


4 – Sobrancelhas finas


A tendência de afinar as sobrancelhas pegou quase todo mundo com mais ou menos intensidade nesse período. E, infelizmente, deixou, como consequência, sobrancelhas falhadas, irregulares e ralas até hoje. Isso aconteceu porque os pelos das sobrancelhas não tornam a crescer na mesma intensidade com que são removidos, por isso se torna tão difícil deixá-las crescer mais grossas novamente.



Quem não removeu os pelos excessivamente, ou tem mais tendência genética ou hormonal ao crescimento dos pelos, conseguiu recuperar com mais facilidade o desenho natural, como foi o caso de Juliana Paes. A duração da fase de arrancar quase todos os pelos também é determinante para o retorno do seu crescimento. Quanto mais tempo tirando, mais o corpo entende que aqueles pelos não devem ser repostos.



Hoje é possível realizar micropigmentação nas sobrancelhas de forma bem natural, mas a redução dos fios tem como consequência a falta de proteção contra o suor que cai nos olhos (função original das benditas). Fica o aprendizado: a moda passa, mas é melhor deixar a sobrancelha fora disso.


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