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Revista CARAS: A queda dos cabelos: as emoções podem influenciar este problema

Atualizado: 26 de Set de 2019


Diariamente somos expostos a situações que nos geram ansiedade, angústia, frustações e medo. Quando somamos todos esses sentimentos chegamos à famosa palavra estresse. Vivemos muitas fases em que os traumas psicológicos afetam nossa vida e saúde de forma intensa, mesmo que muitas vezes nem mesmo tenhamos consciência disso.


Mas será que as aflições psicológicas podem afetar a saúde dos nossos cabelos?


Sim, o estresse psicoemocional associado a algumas doenças psiquiátricas como depressão e transtornos de ansiedade pode afetar diretamente o ciclo de atividade dos folículos pilosos. O que ocorre é uma interrupção abrupta na fase em que os fios deveriam estar em crescimento. Assim, normalmente em um período entre 2 e 3 meses após traumas tanto físicos quanto psicológicos os cabelos começam a cair além do normal.


O exagero no número de fios que caem durante a lavagem e escovação dos cabelos ou mesmo espontaneamente pode ser assustadora e é explicada pelo fato de um número maior de fios entrarem juntos em fase de queda. Esta doença é chamada de eflúvio telógeno.


É sempre muito importante investigar clinicamente as outras causas mais comumente associadas à queda dos cabelos antes de considerar apenas um fator psicológico traumático como motivo principal da alopecia.


Assim, uma queda diária dos cabelos que ultrapassa a contagem de 150 fios deve ser bem avaliada por seu dermatologista.


As causas mais comuns do efúvio telógeno são: anemia por deficiência de ferro, deficiência de outras vitaminas e minerais, alterações dos hormônios da tireóide e após quadros infecciosos graves, cirurgias e pós-parto. Uma vez que o fator precipitante é tratado ou removido os cabelos voltam a nascer.


Além do eflúvio telógeno muitas outras doenças estão relacionadas à queda dos cabelos e devem fazer parte dos diagnósticos diferenciais durante a consulta e exame do couro cabeludo. Entre as principais se destacam a alopecia androgenética ou familiar que pode acometer tanto homens quanto mulheres e é caracterizada pelo afinamento progressivo dos fios; a alopecia de tração, que leva à quebra dos fios por traumas físicos como escovação frequente, penteados de tranças e apliques; além da tricorexe nodosa, na qual a quebra dos fios surge devido às agressões causadas pela realização de alisamento ou tinturas de forma abusiva.


Destacamos ainda as causas de perda de cabelos em locais isolados do couro cabeludo como a alopecia areata, muito relacionada aos fatores emocionais - principalmente quando acomete crianças, além das causas inflamatórias como lúpus, liquen plano e alopecia fibrosante frontal.


A perda dos cabelos é frequentemente estressante e pode ter efeitos deletérios significativos na qualidade de vida e auto-estima dos pacientes. Por isso deve ser uma queixa sempre valorizada pelo médico e investigada com exames de sangue e de imagem como a dermatoscopia (tricoscopia), que permite avaliar alterações no couro cabeludo e nos fios dos cabelos, auxiliando no diagnóstico final e na melhor estratégia de tratamento.


E a boa notícia é que os tratamentos existem e são muito eficazes: medicações orais e de aplicação local, o uso de lasers de baixa intensidade, a injeção local de substâncias que fortalecem os fios já existentes e estimulam o crescimento de novos estão entre as opções para melhorar a saúde e aparência das madeixas. Lembrando que o melhor é sempre cuidar da saúde física e mental, mantendo hábitos saudáveis e sendo otimista diante das dificuldades.

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